Cutting ou Auto-Mutilação
Uma das perturbações emocionais que me causa mais angústia é o cutting, ou auto-mutilação. Muitos jovens e adolescentes pegam em facas e tesouras para se cortarem como forma de aliviar a dor e a angústia que os atormenta.
A lógica deste comportamento baseia-se na crença de que uma dor superior alivia uma dor menor, ou seja, se me dói um dedo, essa dor terá pouca importância se entretanto partir uma perna! Sendo assim, a dor de um corte na barriga, nos braços, onde for, irá proporcionar um breve esquecimento do sofrimento da alma. O objectivo não é o suicídio, mas a frustração de não conseguir ultrapassar os problemas poderá conduzir a isso mesmo, além do perigo que representa um corte mais profundo no local errado!
É bastante comum verificar esta patologia em simultâneo com distúrbios alimentares e por conseguinte, é importante que os pais e educadores estejam atentos, porque acreditem, não é uma pieguice para chamar a atenção! Até porque normalmente os doentes escondem os cortes o quanto podem, como se fosse um segredo que lhes confere algum poder, enquanto controlam a situação.
É imperativo que a família ajude o jovem, começando pela reconstrução da sua auto-estima, restabelecendo os laços afectivos que muitas vezes, até por distracção, podem ter sido negligenciados e por isso mesmo ter proporcionado o isolamento e sentimento de abandono do adolescente. Actividades familiares de lazer, incentivar o jovem a participar em actividades lúdicas e desportivas que sejam do seu agrado e lhe permitam desenvolver os seus dons, mas sobretudo o acompanhamento psicológico que é fundamental para a cura, podendo frequentar uma terapia de grupo até com os pais, afinal de contas, o seu filho não se deprimiu sozinho!
Pense nisso.
Professora, realmente os alunos das séries finais do ensino fundamental têm preferência pela literatura comercial, mas por incrível que pareça tenho conseguido fazê-los apreciar verdadeiramente algumas obras nestes 4 meses que estou em contato com duas turmas do nono ano. Trabalhei vários contos de Clarice Lispector, O Bar de Ivan Ângelo, depois de trabalhar com contos de fadas. O Auto da Compadecida fez muito sucesso, a obra e o filme. Depois apresentaram um teatrinho muito divertido. Trabalhei também Romeu e Julieta, a obra e o filme. Depois pedi diário da Julieta para as meninas e do Romeu para os meninos. Deu certo também. Outra obra que mostraram interesse foi "Drácula de Bram Stoker". Mas a que não pára na minha sala de leitura é "Alice no país das Maravilhas".
ResponderExcluirTenho também um aluno que prefere obras filosóficas. Sempre encontro uma obra para ele. Depois discutimos para que ele a compreenda, pois tenho medo que leu e não entendeu nada kkkk. A primeira foi "O Príncipe de Maquiavel".
São muitas as que eu poderia recomendar, mas acho que o que deu certo é sempre as melhores. Mas veja que o perfil da turma tem muito a ver com as escolhas.
Um abraço.